sábado, 25 de setembro de 2010

Ah, a vida!

A vida é mesmo cheia de magia. Em um momento você se distrai, em outro se preocupa demais. Em meio à troca de experiências entre professoras e algazarra de alunos na hora de recreio: - Vem ver pró o coração! Me viro e de repente lá está a frestinha de sol que entrou pelo telhado no centro das crianças e desenhou perfeitamente um coração! Que graça!

Corações!

Um raio de sol brincando de desenhar

sábado, 10 de julho de 2010


DILEMAS



No falso dilema premissas se intercalam

ao desenrolar do espírito: emaranhados

pensamentos entrecruzam destinos

e desatinados permitem a associação

dos fatos. Na verdade, a falsidade

é sonho irrealizado.



(Pedro Du Bois, inédito)

terça-feira, 8 de junho de 2010

Poesia

NOTICIAR



A notícia requenta

versões não acontecidas.

Crio manchetes e as apregôo

ao vento. Conduzo o tema

ao limite. Rasgo a folha

na virtuose do nada.

Concedo à imaginação

o arrevesado do recôndito

e a vendo como história.



Libertado geograficamente

estendo garras em espaços

onde capturo passagens.



Raso em superfícies, cinzelo

desconhecimentos: quedo

motivos não revelados.



(Pedro Du Bois, inédito)

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Tarde cultural

Hoje, 13 de maio, acordei com um pensamento na cabeça, desta vez nada seria um empecilho: Visitaria a UNEB campus VI, instituição na qual cursei Letras durante cinco anos (turma de 2004). Fui convidada a estar presente em uma palestra e apresentação de obras de autoria de Marco Haurélio, cidadão baiano, nascido na Serra do Ramalho, entre Igaporã e Riacho de Santana, e que também se graduara na UNEB. Desloquei-me, juntamente com alguns estudantes daqui da região, até a cidade de Caetité, onde fica o campus. Ao chegar, fui recebida carinhosamente pelo professor Rogério Soares. O ambiente transbordava literatura popular em linguagem verbal e não verbal. Já na recepção belos painéis, cuidadosamente distribuídos emanavam a riqueza da literatura de cordel, com fotos de Patativa do Assaré e tantos outros tecelões de histórias, causos e paixões.

No auditório lotado, por volta das 14:30h, após as boas vindas pela Mestra Zélia Malheiro, abriu-se o evento pelo coordenador do curso de Letras, Ginaldo Cardoso. Porém o momento mais encantador foi quando Marco Haurélio, começou a falar sobre as suas obras e a sua afinidade com a cultura popular e a sua valorização, enfocando o cordel e os contos folclóricos como parte da vivência de um povo e de sua identidade cultural. Houve muita participação do público, aplausos e expressões de admiração por tanto talento.
Após encerramento da palestra, aconteceu o momento de autógrafos em que percebi em Marco Haurélio atenção a todos que ali estavam presentes. Inclusive, ouviu-me pacientemente quando lhe falei da importância de ter adquirido um livro essencial para compor o acervo bibliográfico da escola na qual trabalho e o quanto os alunos poderiam se afirmar em sua cultura popular, herdada de seus avós, que muitas vezes é desvalorizada.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

um instante

Quem sabe eu consiga escrever e talvez descrever tudo o que se passa no meu cotidiano. Será que eu me conheço o suficiente para poder falar sobre mim? Talvez... Ultimamente, tenho me perdido um pouco, ou talvez perdido a ilusão do que eu me achava ser e talvez nem fosse. Estou em pré-crise com a minha pessoa e insatisfeita com o que o dia-a-dia tem me oferecido: muito pouco ou quase nada. Corri, corri e não dei muitos passos, talvez não o suficiente para me encontrar em um outro patamar, se não esse do qual tento descrever. Respiro profundamente, suspiro... Sinto o meu corpo se curvando de cansaço do trabalho. Afinal, por que trabalho tanto? Nem eu sei, pois, não sou ambiciosa com relação a valores materiais. Mas, o que é isso que me impulsiona a continuar buscando coisas que eu sei que estão me levando? Levando a minha vida e até mesmo alguns sonhos tão pequeninos, mas, de uma importância incalculável... Até minhas lágrimas não me visitam mais! E o riso? Esse se transformou em uma arrelia de mim mesma. Será isso a solidão? Será o vazio de uma existência longa e ao mesmo tempo tão fugaz? Estou à busca de mim mesma? Estou à procura de quem eu projetei ter sido? Sou o que sou, e assim, devo me dar por satisfeita e até feliz? Alguém se sente assim como eu estou me sentindo, pelo menos de vez em quando? Você que está lendo isso, você que encontrou a garrafa com a mensagem navegando na internet, boiando; abriu, leu, quer responder?

um olhar de passagem

um olhar  de passagem

Encontro

Fique à vontade!
Neste espaço você será lido, ouvido, acolhido.
Envie-me suas impressões sobre a Literatura. Vamos compartilhar de sabores, saberes e criar laços, entrelaços...
Vamos dividir nossas dúvidas e somar novas idéias. É um prazer receber você.
Dolores Rosa de Oliveira